Alma crua sobre sonhos imensos, reflexo de restos de ilusões em tons de cinzento, o coração guardou sombras de momentos intensos em tinta permanente. E quem me vê olhar o dia, sabe que eu te encontrei, quando paro na paisagem só para o Sol contemplar, como se para sempre o tempo pudesse guardar. É um orgulho eterno saber de ti mais do que os olhos me dizem e ter-te aqui faz do sorriso verdadeiro, posso até atravessar a trovoada, se ao teu lado souber que vou adormecer. A alma te deixo entre palavras e gestos, entre o que pudemos ser e o que fomos. O desconhecido, a minha alma inteira e crua. Palavras, estas, serão as últimas que te entrego em mãos, como se de ti não me pudesse despedir, logo que ao teu coração falar.

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